Trump assina decreto que cria 'reserva estratégica de bitcoin' – Mundo – CartaCapital

A redução dos financiamentos ameaça a saúde de cerca de 13 milhões de pessoas deslocadas, advertiu a ONU nesta sexta-feira 28, acrescentando que a incerteza financeira já está impactando os refugiados vulneráveis.

Para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), a situação é muito preocupante e pode ter graves consequências este ano para os refugiados e os países que os acolhem.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro impacta as organizações humanitárias do mundo inteiro. O presidente republicano defende um programa antirrefugiados e antimigrantes e congelou a maioria dos financiamentos da ajuda externa dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos são o principal doador do Acnur, representando mais de 40% do total das contribuições recebidas.

O porta-voz do Acnur, William Spindler, afirmou que outros grandes doadores tradicionais também estão reduzindo os financiamentos.

“A realidade é que essa incerteza sobre o financiamento terá, e já tem, um impacto para algumas das pessoas mais vulneráveis do planeta: os refugiados”, declarou aos jornalistas.

“Sem recursos adequados, estimamos que 12,8 milhões de pessoas deslocadas, das quais 6,3 milhões são crianças, poderão ser privadas de intervenções sanitárias vitais em 2025”, afirmou Allen Maina, responsável pela saúde pública no Acnur.

Cerca de um milhão de refugiados rohingyas em Bangladesh enfrentam uma grave crise sanitária, e o congelamento dos financiamentos ameaça o acesso aos serviços médicos, destacou.

No Burundi, a suspensão dos programas de nutrição em vários campos de refugiados significa que milhares de crianças com menos de cinco anos podem não receber o tratamento adequado contra a desnutrição, acrescentou Maina.

Na República Democrática do Congo (RDC), o orçamento de saúde do Acnur para 2025 foi reduzido em 87% em relação a 2024.

“As consequências sanitárias das reduções de financiamento deverão ser devastadoras, expondo mais de 520 mil refugiados a um risco crescente de doenças infecciosas e mortes”, sublinhou Maina.

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