
A Venezuela informou nesta sexta-feira 9 que iniciou um “processo exploratório” com vistas a retomar as relações com os Estados Unidos, que enviaram uma missão de diplomatas a Caracas quase uma semana depois de bombardear o país para capturar o líder Nicolás Maduro.
As relações estão rompidas desde 2019, mas deram uma guinada desde a queda de Maduro com a assinatura de acordos petrolíferos, a libertação de presos políticos a pedido de Washington e, agora, com esta visita de altos funcionários.
O chanceler venezuelano, Yván Gil, indicou que o governo interino de Delcy Rodríguez “decidiu iniciar um processo exploratório de caráter diplomático com o governo dos Estados Unidos da América, voltado ao restabelecimento das missões diplomáticas em ambos os países”.
O Departamento de Estado norte-americano informou mais cedo a viagem de uma delegação chefiada por John McNamara, responsável pela unidade de assuntos sobre a Venezuela na embaixada em Bogotá. Outros funcionários o acompanham.
“Eles viajaram a Caracas para realizar uma avaliação inicial de uma possível retomada gradual das operações”, indicou uma fonte americana sob condição de anonimato.
Caracas confirmou a visita e anunciou que “uma delegação de diplomatas venezuelanos será enviada aos Estados Unidos para cumprir as tarefas correspondentes”.
Um jornalista da AFP constatou a saída de uma caravana de caminhonetes da embaixada em Caracas, fechada pouco depois de Washington não reconhecer a primeira reeleição de Maduro em 2018.
Sua segunda reeleição, em 2024, também não foi reconhecida e foi classificada como fraudulenta.
Maduro foi capturado em 3 de janeiro durante a incursão militar em Caracas e levado, junto com a esposa, Cilia Flores, para Nova York para responder a um julgamento por narcotráfico.
“As consequências derivadas da agressão e do sequestro” de Maduro farão parte da agenda de trabalho, disse o chanceler Gil.
A fonte americana esclareceu que os Estados Unidos ainda não tomaram uma decisão formal de reabrir a embaixada, mas que se preparam para fazê-lo assim que Donald Trump der o aval.
