Bombardeio dos EUA em Caracas mostra que prevalece o direito da força, não a força do direito – CartaCapital

O presidente Donald Trump nomeou nesta sexta-feira 16 o chefe da diplomacia dos Estados Unidos Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como membros fundadores do “conselho de paz” em Gaza, informou a Casa Branca.

O republicano também incluiu seu enviado especial Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, entre os integrantes do “conselho executivo fundador” de sete membros, segundo um comunicado.

O próprio Trump presidirá o órgão e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas.

Blair é uma escolha polêmica no Oriente Médio por seu papel na invasão do Iraque em 2003. O próprio Trump disse no ano passado que queria ter certeza de que seria uma “opção aceitável para todos”.

Trump anunciou nesta quinta-feira a criação deste conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino.

“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, afirmou Trump ao fazer o anúncio nas redes sociais.

A criação do conselho chega pouco depois do anúncio de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros, encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra. O ex-vice-ministro palestino Ali Shaath vai liderar o comitê.

O presidente americano também designou nesta sexta-feira o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza.

O plano de paz para Gaza respaldado pelos Estados Unidos entrou em vigor pela primeira vez em 10 de outubro, o que facilitou o retorno de todos os reféns em mãos do Hamas e o fim dos combates entre militantes desse grupo e Israel.

A segunda fase do plano está agora em andamento, embora ensombrecida por questões não resolvidas.

Para os palestinos, a questão central ainda é a retirada militar completa de Israel de Gaza, um passo incluído no marco do plano, mas para o qual não foi anunciado um cronograma detalhado.

O Hamas se recusou a se comprometer publicamente com o desarmamento total, uma exigência inegociável de Israel.

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