Ataques crescem no e-commerce e forçam empresas a blindar sistemas contra fraudes digitais – CartaCapital

Os riscos digitais continuam a gerar impacto financeiro relevante para empresas brasileiras em 2026. Dados do relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, mostram que o custo médio global de uma violação chegou a US$ 4,88 milhões. No Brasil, o valor médio por incidente alcançou R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% em relação ao ano anterior.

Diante desse cenário, a consultoria em segurança da informação LC SEC reuniu sete ajustes práticos para reduzir riscos digitais já no início do ano. As medidas envolvem controle de acessos, autenticação, monitoramento e proteção de dados sensíveis.

Revisão de credenciais e acessos

Primeiro, é necessário mapear todas as contas ligadas ao domínio corporativo. Isso inclui funcionários, estagiários, temporários, terceiros, contas de serviço e integrações. Em seguida, acessos desnecessários devem ser desativados para eliminar contas órfãs e usuários genéricos desconhecidos. Segundo Luiz Claudio, CEO da LC SEC, esse processo reduz a superfície de ataque ao fechar portas abertas há anos.

Privilégios sob controle

Depois disso, o foco passa a ser a revisão de permissões. Perfis administrativos excessivos, chaves de nuvem amplas e contas de serviço sem restrição ampliam a exposição. A orientação é alinhar cada acesso à função exercida, evitando que um incidente pontual escale para um problema corporativo.

Autenticação multifator nos sistemas críticos

Na sequência, a recomendação é priorizar a autenticação multifator. Apesar de avanços em grandes empresas, cerca de dois terços das pequenas e médias ainda não utilizam MFA. A LC SEC indica iniciar por e-mails corporativos, VPNs, ERPs, CRMs e consoles de nuvem, com atenção especial a diretoria, finanças e equipes de TI.

Verificação de senhas vazadas

Outro ponto envolve a checagem de credenciais expostas. Com bilhões de senhas disponíveis em bases criminosas, ferramentas especializadas permitem identificar vazamentos, forçar trocas, bloquear reutilização e reforçar MFA. Essa prática reduz ataques baseados em phishing e infostealers.

Logs que realmente registram eventos

Além disso, sistemas de monitoramento precisam registrar eventos críticos. Logins, falhas de autenticação, criação e exclusão de usuários, mudanças de privilégio e acessos fora do padrão devem estar devidamente documentados. Logs consistentes reduzem o tempo de detecção e resposta, fator que influencia diretamente o custo de uma violação.

Backups testados e protegidos

No campo de continuidade, os backups exigem atenção especial. O Veeam Ransomware Trends Report 2024, da Veeam, aponta que 96% dos ataques de ransomware tentam atingir repositórios de backup, e 76% conseguem comprometer cópias. Testar restaurações, manter backups imutáveis ou offline e restringir acessos são medidas indicadas para reduzir perdas.

Comunicação interna reduz riscos digitais

Por fim, as ações técnicas precisam ser acompanhadas de comunicação clara. Campanhas internas, como semanas de revisão de acessos, explicam mudanças em senhas, MFA e monitoramento. Essa abordagem reduz resistência e reforça a cultura de segurança, ajudando a mitigar riscos digitais no dia a dia das empresas.

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