
A mais recente pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira 21, traz poucas boas notícias para Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre e pré-candidato pelo recém-criado partido do grupo, o Missão. Embora apareça com modestos 3% a 4% das intenções de voto, Renan já carrega a quarta maior rejeição entre os nomes testados.
Segundo o levantamento, 46,5% dos eleitores afirmam que não votariam em Renan Santos de jeito nenhum. Ele fica atrás apenas de personagens com décadas de exposição nacional — o inelegível Jair Bolsonaro (50%), Lula (49,7%) e Flávio Bolsonaro (47,4%).
Para Yuri Sanches, chefe de Risco Político e Análise Política do AtlasIntel, a estratégia adotada pelo líder do MBL até gera engajamento, mas cobra um preço alto: converte visibilidade em rejeição e impõe um teto baixo demais para ambições presidenciais.
Até aqui, a aposta do MBL parece emular as estratégias de Pablo Marçal, que soube transformar provocação, confronto e viralização em capital político na eleição paulistana de 2024. O pacote vai de ataques pessoais a gestos performáticos, como o episódio em que Santos e militantes do MBL jogaram sal grosso no terreno da casa onde Lula nasceu, no sertão de Pernambuco.
O problema, observa Sanches, é que Marçal já partia de um patamar mais alto de conhecimento nacional e demonstrava maior habilidade para administrar antipatias.
