
O anúncio da aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul, feito nesta sexta-feira 9, não encerra o processo, que já se arrasta há mais de 25 anos. Ainda faltam algumas etapas a serem cumpridas para que a proposta entre, de fato, em vigor.
Ainda nesta sexta, os países integrantes da UE devem formalizar o envio de seus votos à sede do bloco, em Bruxelas. O prazo termina às 13h, pelo horário de Brasília. O que houve, até aqui, foi a aprovação pela maioria dos representantes, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência AFP.
A seguir, vem a assinatura do acordo. A caneta da UE está nas mãos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que é aguardada em Assunção na próxima segunda-feira 12. A presidência rotativa do Mercosul está, atualmente, com o Paraguai.
Outro passo essencial precisará ser dado no Parlamento Europeu, onde o acordo também precisará contar com votos da maioria dos 720 deputados. Segundo a Deutsche Welle, essa votação só deve acontecer em abril. Além disso, há um grupo de cerca de 150 eurodeputados que ameaça entrar com ação judicial para evitar a implementação do acordo – o que poderia atrasar o processo por mais algum tempo.
Paralelamente, os congressos nacionais dos países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) também precisarão ratificar o acordo. A tramitação em cada país seguirá um ritmo próprio, e não há, portanto, previsões concretas.
