
Um ataque contra uma suposta lancha de narcotraficantes matou três pessoas nesta segunda-feira 23 no Caribe, informou o Comando Sul dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos começaram a atacar embarcações supostamente carregadas de drogas no início de setembro, e o último ataque eleva o número de mortos da campanha para pelo menos 150.
“A embarcação transitava por rotas conhecidas de narcotráfico no Caribe e estava envolvida em operações de tráfico de drogas”, afirmou o Comando Sul, responsável pelas forças americanas na região, em uma publicação no X que inclui um vídeo de uma lancha imóvel sendo destruída por uma explosão.
O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra o que chama de “narcoterroristas” que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações que ataca estejam envolvidas no tráfico de drogas, o que desencadeou um intenso debate sobre a legalidade das operações.
Especialistas em direito internacional e organizações de direitos humanos afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
Washington invoca a mesma legislação americana que permitiu por mais de duas décadas os ataques contra grupos jihadistas, como a Al Qaeda, na África ou na Ásia, após os atentados de 11 de setembro de 2001.
O Pentágono deslocou uma grande força naval para o Caribe, onde, nos últimos meses, suas forças atacaram supostas embarcações de contrabando de drogas, apreenderam petroleiros e realizaram a captura do líder esquerdista da Venezuela, Nicolás Maduro.
