
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra afirmou que avalia enviar militantes à Venezuela após o presidente Nicolás Maduro ser capturado pelos Estados Unidos, no último sábado 3. O objetivo, segundo o MST, seria reforçar ações em defesa do governo local e do povo venezuelano, com o qual a organização diz manter “uma relação de solidariedade”.
De acordo com o movimento, já há militantes no país há mais de 20 anos, mas com foco no desenvolvimento da agricultura familiar. “O MST se prepara para dar continuidade a essa missão, bem como atender às necessidades emergentes do povo venezuelano a partir dessa nova conjuntura”, diz uma nota divulgada pelos sem-terra nesta quarta-feira 7.
Logo após a invasão norte-americana à Venezuela, o fundador do MST, João Pedro Stedile, defendeu nas redes sociais que a comunidade internacional reaja e pediu a libertação de Maduro. Os EUA acusam o chavista de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, conspiração para posse de armamento pesado, e uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
Na segunda-feira 5, o MST já havia realizado protestos em diversas capitais do País contra a ofensiva do governo de Donald Trump.
