Moraes rejeita pedido de Carlos para visitar Bolsonaro no domingo – CartaCapital

O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu retomar a investigação sobre a suposta prática de “rachadinha” no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL). O caso, iniciado em 2019 e arquivado em 2024, voltou a tramitar após análise da Procuradoria-Geral de Justiça, que avaliou haver lacunas na apuração e determinou a realização de novas diligências.

A reabertura foi formalizada após o arquivamento anterior deixar de ser homologado e os autos serem encaminhados à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada. Segundo o órgão, o arquivamento foi considerado prematuro após parecer técnico que apontou a necessidade de prosseguir com a coleta de provas e oitivas de investigados.

A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio do fracionamento de salários de assessores parlamentares, prática conhecida como “rachadinha“. Ao todo, além de Carlos Bolsonaro, outras 25 pessoas são citadas no procedimento. Em denúncias anteriores, funcionários do gabinete chegaram a ser acusados de participar do esquema, enquanto o então vereador não foi incluído entre os denunciados por falta de indícios suficientes naquele momento.

Relatórios indicaram que parte das provas levantadas anteriormente não teria sido analisada de forma completa. A nova fase busca validar evidências já reunidas e esclarecer padrões de movimentações financeiras dos investigados. O Ministério Público também afirmou que a tramitação na primeira instância foi considerada adequada diante da inexistência de prerrogativa de foro relacionada ao cargo exercido à época.

Carlos Bolsonaro foi vereador no Rio de Janeiro por sete mandatos consecutivos desde 2000 e deixou o cargo após renunciar ao mandato. A apuração sobre o gabinete investigava supostos desvios que, segundo o próprio Ministério Público, poderiam alcançar valores milionários ao longo de vários anos. Em manifestações anteriores, o ex-vereador afirmou confiar nos funcionários e contestou as acusações.

A reabertura não representa condenação nem denúncia formal contra Carlos Bolsonaro, mas marca a retomada de diligências para esclarecer pontos considerados pendentes pela Procuradoria-Geral de Justiça.

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