Morreu, nesta sexta-feira 28, aos 85 anos, Heloisa Teixeira, escritora, pesquisadora, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e integrante da Academia Brasileira de Letras.
Segundo a ABL, a morte resultou de uma insuficiência respiratória aguda causada por uma pneumonia.
Heloisa nasceu em Ribeirão Preto em 26 de julho de 1939, formou-se em Letras Clássicas pela PUC-Rio e obteve mestrado e doutorado na Universidade de Columbia, em Nova York.
Foi uma das principais vozes do feminismo e pesquisou temas como a relação entre cultura e desenvolvimento, dedicando-se a poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultural digital.
Foi curadora de diversas exposições e publicou livros, como 26 Poetas Hoje, de 1976, revelando uma geração de poetas “marginais” que entraram para a história da literatura brasileira, como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal. Também estão na lista as obras Macunaíma, da literatura ao cinema; Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro; Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; Escolhas, uma autobiografia intelectual; Explosão feminista – arte, cultura, política e universidade; e Feminista, eu¿.
Em 2023, a escritora anunciou a mudança de seu nome, deixando de ser Heloisa Buarque de Hollanda, assinatura da época em que foi casada com o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda. O nome Heloisa Teixeira enalteceu sua matriarca, figura pouco lembrada nas narrativas que refazem o percurso intelectual e profissional da filha. Em 2024, a escritora assina a obra Rebeldes e Marginais: Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970) sob o novo nome.
O velório da pesquisadora ocorrerá no sábado 29, na ABL, no Rio de Janeiro. “Nossa querida Helô foi imensa e deixa um legado incontestável de pensamento crítico, generosidade e compromisso com uma cultura mais justa, plural e inclusiva”, diz um comunicado da entidade.