
O cantor espanhol Julio Iglesias classificou as acusações de assédio sexual e tráfico humano feitas por duas ex-funcionárias como “absolutamente falsas”. Ele se manifestou na manhã desta sexta-feira 16 pela primeira vez desde que o caso foi divulgado, na última terça.
“Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam grande tristeza”, escreveu o artista no Instagram.
“Com profundo pesar, respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam em minha casa”, prosseguiu o astro da música espanhola. “Nunca senti tamanha maldade, mas ainda tenho forças para contar toda a verdade e defender minha dignidade diante de uma ofensa tão grave”.
“Não posso me esquecer das muitas pessoas queridas que me enviaram mensagens de carinho e lealdade; nelas encontrei grande conforto”, concluiu a mensagem, que termina com sua assinatura.
Duas ex-funcionárias acusaram Julio Iglesias de “atos que podem constituir crime de tráfico de pessoas com o objetivo de impor trabalho forçado e servidão” e “crimes contra a liberdade e integridade sexuais, como assédio sexual”, anunciaram nessa semana a Women’s Link Worldwide e a Anistia Internacional, associações que as apoiam.
Os supostos abusos teriam ocorrido em 2021 nas mansões do cantor na República Dominicana e nas Bahamas. Na época, as mulheres tinham 22 e 28 anos, segundo a investigação jornalística conduzida pela emissora americana Univision e pelo jornal espanhol elDiario.es, que divulgaram a história.
Em uma coletiva de imprensa conjunta na quarta-feira, a Women’s Link Worldwide e a Anistia Internacional acrescentaram que o Ministério Público espanhol em breve colherá depoimentos das duas denunciantes, que receberam proteção como testemunhas.
Ambas as mulheres, uma ex-empregada doméstica e uma ex-fisioterapeuta do cantor, relataram ter sofrido maus-tratos e assédio sexual, que em um dos casos incluiu penetração não consensual.
