
Pelo menos 28 pessoas morreram neste sábado 31 em ataques aéreos israelenses em Gaza, segundo o serviço de resgate do território.
“Vinte e oito corpos foram encontrados, incluindo crianças, mulheres e um idoso”, afirmou a agência de Defesa Civil, que atua sob a autoridade do movimento islamista palestino Hamas.
A agência acrescentou que “há pessoas presas sob os escombros”.
“Foram atacados edifícios residenciais, tendas e uma delegacia de polícia, o que provocou este desastre humanitário”, afirmou o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Basal.
Um dos ataques teve como alvo Al Mawasi, uma área do sul da Faixa onde dezenas de milhares de deslocados sobrevivem em tendas, constatou um correspondente da agência de notícias internacionais AFP. O número de mortos nesta ação não foi determinado até o momento.
O bombardeio contra a delegacia aconteceu na Cidade de Gaza e deixou sete mortos, incluindo agentes e civis, segundo o comando da polícia.
Em um comunicado, o Exército israelense afirma que atacou em resposta a um incidente ocorrido na sexta-feira, quando oito combatentes palestinos foram observados saindo de um túnel na cidade de Rafah, no sul da Faixa, o que — alegam os militares — viola o acordo de trégua.
O Exército destacou que “atingiu quatro comandantes e outros terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza”.
O Hamas denunciou os bombardeios deste sábado como um “crime brutal”.
O ataque deste sábado representa uma nova violação do frágil cessar-fogo no enclave, em vigor desde 10 de outubro por pressão dos Estados Unidos.
Em janeiro, a trégua entrou na segunda fase, que prevê o desarmamento do Hamas, a saída das forças israelenses de mais áreas da Faixa de Gaza e a presença de uma força internacional de estabilização.
Israel e o Hamas trocam acusações sobre violações da trégua desde outubro. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 500 pessoas morreram em ataques israelenses desde então.
(Com informações de AFP)
