EUA orienta navios comerciais a evitarem o Oriente Médio após ataques ao Irã – CartaCapital

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta segunda-feira 2, o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás — cerca do 20% do petróleo mundial transita pela região.

Após o anúncio, o Sardar Jabbari, em uma publicação no canal de Telegram da Guarda iraniana, ameaçou “incendiar qualquer barco” que tentar navegar pelo estreito. “Também atacaremos os oleodutos e não permitiremos que nem uma só gota de petróleo saia da região. O preço do petróleo alcançará os 200 dólares nos próximos dias”, acrescentou Jabbari.

Os Estados Unidos e Israel atacaram até agora centenas de alvos em todo o Irã, incluindo mísseis, a Marinha e centros de comando da república islâmica. Como resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel, bem como contra bases americanas na região e alvos em países árabes vizinhos – Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

Preços de petróleo e gás disparam

Os preços do petróleo e do gás dispararam, o dólar se valorizou e as bolsas caíram nesta segunda-feira 2, devido à intensificação da guerra no Oriente Médio desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os mercados mais penalizados foram as bolsas da Ásia e as praças europeias, já que os investidores buscaram se proteger e apostaram em valores de refúgio como o dólar e o ouro. O dólar subiu 1% em relação a outras moedas e o ouro ganhou 1%, sendo negociado a 5.298,90 dólares a onça.

O preço do barril de Brent chegou a disparar quase 14% e o do West Texas Intermediate, perto de 12% na abertura, depois do fim de semana em que Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros altos dirigentes do regime.

Por volta das 16h30 GMT (13h30 de Brasília), o Brent do Mar do Norte operava em alta de 7,2%, a 78,12 dólares, e o WTI ganhava 6,2%, a 71,17 dólares o barril.

O preço do gás europeu disparou mais de 20%, já que a guerra coloca em risco as exportações de gás natural liquefeito do Golfo, em particular as vendas do Catar.

(Com informações da AFP).

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