Uma idosa de 64 anos foi resgatada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na última segunda-feira (25), após passar mais de 50 anos em condições análogas à escravidão em Itabuna, no sul da Bahia. A mulher vivia submetida a maus-tratos, não podia sair de casa e tinha sua pensão do INSS desviada pelos patrões.
Segundo o MPT, a mulher começou a trabalhar para a família aos 14 anos. Quando adulta, teria sido “dada” para um vizinho, com quem teve um filho. Pouco depois do nascimento da criança, ela foi separada do filho, que teria sido doado pela própria família.
Durante todo esse tempo, a idosa nunca recebeu a pensão por morte do cônjuge que lhe era devida, pois os empregadores se apropriavam do dinheiro. Ela também vivia em condições insalubres, sem tratamento de saúde adequado, e foi encontrada sem dentes.
A vítima atuava como trabalhadora doméstica e foi passada de geração em geração dentro da família, como uma espécie de “herança”. Apesar do resgate, ninguém foi preso até o momento. O MPT informou que uma nova audiência está marcada para sexta-feira (29) com as responsáveis pela exploração do trabalho da idosa.