Enquanto milhões de brasileiros assalariados lutam para equilibrar as contas num orçamento apertado, o governo Lula não para de inventar medidas que encarecem o custo de produção do agronegócio e impactam negativamente no preço dos alimentos.
A Portaria 1280/2025 da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, atualmente em consulta pública, estabelece regras e procedimentos para o bem-estar animal durante o transporte. Dentre as novas exigências, está o uso de aquecedor e de ar-condicionado para suínos, bovinos e frangos, conforme as variações de temperatura nas diferentes estações do ano. E o motorista de um caminhão de carga viva terá, por lei, um novo companheiro de trabalho: o assistente de bem-estar animal. Alguém cuja única missão será garantir o conforto máximo aos porcos, galinhas, cabras e vacas.
Todo estudante de medicina veterinária ou zootecnia, e todo pecuarista, aprende logo no início de sua vida acadêmica ou profissional que o bem-estar animal é coisa séria. A dor e o sofrimento dos animais são indesculpáveis, tanto do ponto de vista ético, quanto pela perspectiva econômica e de saúde – dos animais e dos consumidores. Para o criador profissional, cuidar bem de seus animais é proteger seu capital mais valioso.
Ar-condicionado para animais: quem paga a conta?
Mas o que a portaria do governo do PT pretende está muito além de uma visão decente e razoável de bem-estar animal. E mostra que os petistas desconhecem o sistema de produção e criam regras sem ao menos ponderar sua viabilidade prática e econômica.
A medida parece ter sido concebida como um lance de marketing ambientalista para ser apresentada na COP30, ignorando completamente os custos exorbitantes para os pecuaristas brasileiros e o risco ao abastecimento de carne no mercado interno e nas exportações, em que o Brasil é líder mundial. Está mais em linha com o lobby de ONGs estrangeiras que querem diminuir a competitividade do agronegócio brasileiro do que com uma real preocupação ambiental.
O “Ouça Essa” pretende expor a verdade: entre o prato de comida para o ser humano e o ar-condicionado para porcos, o governo petista fez sua escolha. As consequências incluem carne mais cara, perda de empregos e o comprometimento da nossa liderança global. É hora do setor agropecuário, e dos consumidores brasileiros, reagirem e se manifestarem no processo de audiência pública. Antes que a revolução dos porcos, patrocinada pelo PT, se instale definitivamente e cobre sua conta no preço da comida dos brasileiros.