Enviado dos EUA relata conversas 'construtivas' com a Rússia sobre a Ucrânia – CartaCapital

O enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, celebrou neste sábado 31 ter mantido conversas “construtivas” na Flórida com o enviado russo Kirill Dmitriev, como parte dos esforços de mediação dos Estados Unidos para pôr fim a quase quatro anos de guerra na Ucrânia.

A reunião ocorreu apenas um dia antes de negociadores ucranianos e russos se encontrarem em Abu Dhabi para discutir um plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.

“Nós nos sentimos encorajados por esta reunião, que demonstra que a Rússia está trabalhando pela paz na Ucrânia”, escreveu em sua conta no X, onde indicou que a delegação americana também incluía o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o genro do presidente Jared Kushner; e o assessor da Casa Branca Josh Gruenbaum.

Uma fonte próxima às negociações havia informado à AFP neste sábado que o encontro havia começado às 8h00 locais (10h00 de Brasília).

Nenhuma das partes informou o conteúdo da reunião.

Dmitriev, o principal enviado econômico do presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com Witkoff e Kushner em janeiro, à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Ele também manteve conversas com negociadores americanos sobre a Ucrânia durante uma visita a Miami em dezembro.

Está previsto que a segunda rodada de conversas em Abu Dhabi comece no domingo, embora o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tenha dito que o calendário pode sofrer alterações devido à crise entre os Estados Unidos e o Irã.

As equipes da Ucrânia e da Rússia se reuniram na sexta-feira e no sábado da semana passada em Abu Dhabi, em suas primeiras negociações presenciais sobre o plano de paz impulsionado por Trump.

Os Estados Unidos afirmam que ambas as partes estão perto de alcançar um acordo, mas até agora não conseguiram chegar a um compromisso. O principal obstáculo é a questão da divisão territorial de algumas regiões da Ucrânia, segundo Kiev.

O Kremlin afirmou na sexta-feira que Putin havia aceitado um pedido de Trump para suspender temporariamente os ataques contra a Ucrânia.

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