
Com base na análise de 32.435 perfis, uma pesquisa sobre o empreendedor brasileiro aponta padrões claros de comportamento, motivações e fragilidades na condução dos negócios. O levantamento indica forte orientação a resultados e comunicação, enquanto competências ligadas a planejamento, prudência e paciência aparecem com índices menores.
O estudo foi conduzido pela Febracis, por meio do CIS Assessment, ferramenta de diagnóstico comportamental aplicada em empreendedores de todas as regiões do país.
Competências mais presentes
Inicialmente, os dados mostram que entusiasmo lidera entre as competências mais desenvolvidas, com 62%. Em seguida, aparecem extroversão, com 61,9%, e persuasão, com 61,3%.
Essas características indicam um empreendedor brasileiro voltado à comunicação, à mobilização de pessoas e à busca por retorno rápido.
Pontos de atenção no perfil
Por outro lado, competências associadas à organização e constância apresentam menor desenvolvimento. Prudência registra 49%, planejamento soma 50% e paciência alcança 50,8%.
Esses fatores costumam exigir visão de médio prazo, controle de processos e tolerância ao tempo de maturação dos resultados.
O que motiva decisões
Além disso, a pesquisa identificou os valores que orientam o comportamento desse grupo. A recompensa pelo esforço foi citada por 67,2% como principal fator de motivação. Já o aprendizado constante aparece em 56,9% das respostas.
Reconhecimento e bem-estar foram apontados como secundários por mais de 45% dos entrevistados.
“Esse grupo responde diretamente a retorno mensurável pelo esforço investido”, afirma Vanilson Leite.
Gestão focada em retorno
Na prática, o levantamento mostra um empreendedor brasileiro com abordagem objetiva na administração dos negócios. A análise de retorno sobre investimento tende a orientar decisões financeiras e operacionais.
“Existe facilidade para avaliar recursos de forma direta, sempre observando resultado”, complementa Paulo Vieira.
Perfis que se destacam
Dois perfis comportamentais concentram maior presença na amostra. O perfil influente aparece em 56,2% dos casos, com foco em pessoas e comunicação. Já o perfil dominante surge em 54,7%, associado a metas e performance.
Segundo Vieira, esses perfis podem gerar ganhos ou riscos. Sem preparo emocional, o dominante tende à impaciência. Já o influente pode perder foco em processos e execução.
Quando o empreendedor brasileiro reconhece seus padrões de comportamento, passa a tomar decisões com mais consciência sobre impactos, ritmo e entrega dos negócios.
A pesquisa utilizou o CIS Assessment, ferramenta já aplicada em mais de 1 milhão de diagnósticos comportamentais voltados ao desenvolvimento de competências emocionais e profissionais.
