O deputado federal Reimont (PT-RJ) pediu à Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira 28, a abertura de uma investigação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Solicitou também que o órgão avalie recomendar a prisão preventiva do bolsonarista.
O petista acionou a PGR horas depois das operações policiais que investigam a ação de organizações criminosas na cadeia produtiva de combustíveis para lavar dinheiro ilícito.
Reimont afirma no ofício que Nikolas divulgou, em janeiro deste ano, um vídeo com “desinformação proposital sobre uma suposta taxação no Pix, o que, segundo especialistas, teria contribuído para pressionar a revogação de norma da Receita Federal voltada a ampliar a fiscalização sobre operações financeiras realizadas por fintechs”.
A megaoperação desta quinta mostrou que os tentáculos da rede criminosa chegaram ao setor financeiro legal, por meio do uso plataformas digitais de serviços financeiros — as fintechs — e cerca de 40 fundos de investimento para ocultar seus ativos.
O dinheiro obtido com o esquema parava nas fintechs, em vez de bancos tradicionais, para dificultar o rastreamento, segundo a Receita Federal.
“Cabe destacar que operações recentes da Polícia Federal, como a denominada Carbono Oculto, revelaram que brechas regulatórias no sistema financeiro permitem lavar bilhões de reais provenientes do crime organizado”, emendou Reimont.
O deputado do PT, presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara, também menciona na provocação à PGR a notícia de que um primo de Nikolas Ferreira foi preso em maio com 30 quilos de maconha no porta-malas do carro.
Reimont pediu à Procuradoria-Geral a abertura de uma investigação contra Nikolas, a verificação de “possíveis vínculos” entre o deputado e o primo, e a decretação de prisão preventiva caso a investigação confirme risco à ordem pública, ao processo ou à aplicação da lei penal.
CartaCapital procurou a assessoria de imprensa de Nikolas Ferreira e atualizará esta matéria se obtiver resposta.