A Comissão Especial criada no Senado uruguaio para a análise do acordo entre o Mercosul e a União Europeia reuniu-se pela primeira vez nesta terça-feira e recebeu o ministro das Relações Exteriores, Mario Lubetkin. O chanceler disse ter recebido um “apoio extraordinário” por parte dos integrantes desta comissão, composta por 15 legisladores. O acordo comercial foi assinado no dia 17 de janeiro em Assunção, após negociações que se estenderam por mais de 25 anos.
O chanceler destacou em entrevista coletiva nesta terça “que a imensa maioria do Parlamento uruguaio vai acompanhar e ratificar o acordo”, o que definiu como um “orgulho” para o país. “Esse era o sinal que nós queríamos receber hoje e, a partir de agora, inicia-se um diálogo entre esta Comissão Especial e os diferentes grupos produtivos de nosso país ao longo de toda esta semana”, detalhou o ministro.
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Lubetkin voltará a ser recebido por esta comissão na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, em companhia do ministro de Economia e Finanças, Gabriel Oddone, para “a segunda parte do intercâmbio entre o governo e o Parlamento”. “Esperamos que já na próxima semana este Parlamento o ratifique e comecemos a construir a nova fase que será, sem dúvida, muito complexa, mas muito importante para o futuro do Uruguai”, destacou. O órgão que começou a se reunir hoje também receberá delegações dos setores produtivos e trabalhistas.
O Uruguai foi o último sócio do bloco sul-americano a enviar o texto do acordo ao Legislativo, mas ainda aspira a ser o primeiro a validá-lo. Na última sexta, a Argentina tomou a dianteira e ratificou o acordo em sua Câmara dos Deputados. Lubetkin espera que, antes do fim de março, todos os membros do bloco tenham terminado esta fase, restando depois esperar para ver “o que a Europa fará diante de um sinal preciso”.
