
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) exigiu, nesta quinta-feira 19, “rigor” à Uefa para identificar e punir os envolvidos em um suposto caso de injúria racial contra Vini Jr., atacante do Real Madrid e da Seleção.
Na terça-feira, Vinicius denunciou que foi alvo de insultos racistas do jogador argentino do Benfica Gianluca Prestianni, durante a partida de ida dos play-offs para as oitavas de final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid em Lisboa.
No dia seguinte, a Uefa anunciou a abertura de uma investigação sobre o comportamento de Prestianni, a quem Vinicius acusa de tê-lo chamado de “mono” (“macaco”, em espanhol) durante a vitória de 1 a 0 da equipe madrilenha.
A CBF indicou que enviou cartas à Uefa e Fifa pedindo “rigor […] na punição aos envolvidos no novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr.”, segundo uma nota.
Na carta firmada por seu presidente Samir Xaud, a entidade máxima do futebol brasileiro solicitou formalmente à Uefa uma investigação “minuciosa” que resulte em uma punição “exemplar” aos envolvidos no incidente.
A Uefa deve adotar “todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais”, diz o texto.
A CBF agradeceu o gesto de solidariedade do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que disse que “não há absolutamente nenhum lugar para o racismo” no futebol e instou as partes envolvidas a responsabilizar os culpados, segundo suas redes sociais. Mas também pediu à Fifa o “monitoramento” do caso.
O Real Madrid anunciou nesta quinta que apresentou “todas as provas disponíveis” à Uefa sobre o episódio.
As acusações foram desmentidas por Prestianni em seu perfil no Instagram, mas são defendidas, entre outros, pelo atacante francês do Real Madrid, Kylian Mbappé.
As duas equipes voltarão a se enfrentar na próxima quarta-feira no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, no duelo de volta da repescagem.
