BRICS tem espírito de colaboração, diz negociador-chefe brasileiro às vésperas da posse de Trump – Economia – CartaCapital

O presidente Lula (PT) autorizou, nesta quinta-feira 28, uma análise interna para determinar se tomará medidas comerciais contra os Estados Unidos após as tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil, segundo fontes do Palácio do Planalto.

O Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terá 30 dias para determinar se as tarifas americanas se enquadram na Lei de Reciprocidade. Se o ministério der o sinal verde, será instalado um grupo interministerial para discutir possíveis contramedidas.

A lei que permite a resposta às tarifas de Trump foi assinada por Lula em 11 de abril sem vetos. A norma dá mecanismos ao governo federal para reagir a países ou blocos econômicos que criarem medidas de restrição às exportações brasileiras — sejam de natureza comercial (sobretaxas) ou de origem do produto (de área desmatada, por exemplo).

O projeto tinha sido aprovado pelo Congresso Nacional dias antes, e ganhou força em meio à guerra comercial promovida por Trump.

A Lei da Reciprocidade prevê que as seguintes ações protecionistas podem provocar contramedidas do governo brasileiro:

  • Interferência em escolhas soberanas do Brasil por meio de adoção de medidas comerciais unilaterais;
  • violação de acordos comerciais; ou
  • exigência de requisitos ambientais mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil, descritos no Acordo de Paris, no Código Florestal Brasileiro, na Política Nacional de Mudança Climática e na Política Nacional de Meio Ambiente.

Entre as respostas que podem ser adotadas pelo Brasil estão:

  • Imposição de tributos, taxas ou restrições sobre importações de bens ou serviços de um país;
  • suspensão de concessões comerciais ou de investimentos; e
  • suspensão de concessões relativas a direitos de propriedade intelectual.

(Com informações da AFP).

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