
O ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator, no Supremo Tribunal Federal, do pedido para que a Corte mande a Câmara dos Deputados instalar uma CPI para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A distribuição ocorreu horas após seu colega Dias Toffoli alegar “motivos de foro íntimo” e se declarar suspeito para analisar o mandado de segurança, nesta quarta-feira 11.
A ação em questão foi movida pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB).
O parlamentar pediu à Mesa Diretora da Câmara a instalação da CPI para investigar as fraudes ocorridas na negociação da compra do Master pelo Banco de Brasília. Conforme destacou no documento enviado ao STF, o pedido foi endossado por outros 200 parlamentares, preenchendo o requisito de mais de um terço de membros da Câmara para que o colegiado saia do papel.
Na petição, Rollemberg afirmou que a “gravidade dos fatos a serem investigados pela CPI é de proporções alarmantes”, mas a instalação da comissão esbarraria em uma suposta “resistência pessoal” do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Toffoli foi o primeiro relator das investigações sobre o Master no STF, mas acabou deixando a relatoria depois da divulgação de que uma empresa ligada à sua família — da qual admitiu ser sócio — vendeu parte de um resort a um fundo associado ao banco em 2021. A Polícia Federal havia encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedido para que ele fosse ele afastado do caso. Posteriormente, também por sorteio, o caso foi repassado a André Mendonça.
