
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis determinou a interdição total da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A medida foi tomada na quinta-feira 29, após uma inspeção de segurança identificar risco de acidentes e incêndios nas instalações.
A refinaria já operava sob restrições desde o ano passado, quando parte das atividades havia sido suspensa.
A inspeção que motivou a medida foi realizada em 14 de janeiro. O auto de interdição menciona “risco grave iminente” e cita problemas como subdimensionamento do Sistema Fixo de Combate a Incêndio (o volume de água determinado não é suficiente para apagar um incêndio em grandes tanques), falta de detectores de gás inflamável e incêndio em áreas críticas da refinaria, além de risco para brigadistas, expostos potencialmente ao dobro do limite seguro de radiação.
Para que a interdição seja suspensa, a Refit precisará corrigir todas as falhas, testar novos equipamentos, realizar simulados de emergência e apresentar um plano para destinar o produto estocado em até 48 horas.
A refinaria tinha sido interditada pela primeira vez em 19 de setembro por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado, investigada no âmbito da Operação Carbono Oculto. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a unidade poderia simular atividades de refino, importando derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária, além de apresentar falhas operacionais e regulatórias.
