Paraná Pesquisas reforça o favoritismo de Tarcísio na disputa pelo governo de SP; veja os resultados – CartaCapital

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo iniciou uma campanha para veicular as promessas feitas e não cumpridas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a categoria, desde sua campanha eleitoral de 2022.

Desde a terça-feira 24, o Sindpesp tem exposto outdoors em cidades do interior do estado, do Vale do Paraíba e do litoral, com frases que jogam luz a questões como desvalorização da carreira, baixos salários e defasagem do quadro efetivo, visto como uma consequência direta do sucateamento da segurança pública.

‘Governador Tarcísio, em 2022, o senhor prometeu melhorias para a Polícia Civil e não cumpriu’. ‘Governador Tarcísio, quando a Polícia é desvalorizada, a criminalidade aumenta’. ‘Governador Tarcísio, desde 2023, houve baixa de quase 4 mil policiais civis. É a segurança da população que está em jogo’.

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Essas são algumas das frases que moradores de cidades como Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Santos e Sorocaba poderão se deparar ao andar nas ruas.

Também está prevista uma frente de comunicação nos canais digitais para contrapor a propaganda governista, ‘totalmente divorciada da realidade da Polícia Civil’, frisa o sindicato.

“A população que vive distante da capital precisa saber, de fato, como os policiais civis são tratados por este governo, que, na propaganda e no discurso, se coloca como exemplo em Segurança para todo o País, mas, na prática, sacrifica seus profissionais“, avalia a a presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares.

“A verdade precisa ser dita: trata-se de uma gestão que não entrega salários dignos para àqueles que enfrentam facções criminosas, que colocam suas vidas em risco e que têm carga de trabalho extenuante, além de insegurança financeira para o sustento de suas famílias”, completou.

‘Discurso populista’ x eleições

O Sindicato entende ser fundamental esclarecer a população sobre o discurso populista de Tarcísio. Acusa ainda o governo de, por um lado, gerar engajamento nas redes sociais com o tema da segurança pública, por outro, promover pouca mudança na prática.

“A realidade nas Delegacias é dura. E quando o Estado falha com os policiais, quem paga o preço é o povo. É a segurança do dia a dia da sociedade que, na ponta, está em jogo. Nos municípios do interior, a violência, decorrência da falta de investimentos por parte do Governo do Estado, também é preocupante”, alerta a líder sindical.

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Para o Sindpesp, a disputa de narrativas é especialmente importante em ano eleitoral, que deve dar grande destaque ao tema da segurança pública. “Se o governador pretende falar em Segurança Pública, deve começar cumprindo o que deve à Polícia Civil de São Paulo: remuneração digna, política de valorização real, plano de carreira justo e condições concretas para enfrentar o crime organizado”, conclui.

Segundo o sindicato, há um déficit de 14.377 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores, agentes, peritos e médicos-legistas. De 2023 a janeiro de 2026, o Sindpesp contabiliza um total de 5760 admissões, porém, no mesmo período, houve 3.691 baixas, por aposentadorias, exonerações e outros motivos.

Somente em janeiro deste ano, foram 113 os desligamentos da Polícia Civil bandeirante. A organização sindical alerta para um agravamento do quadro de desprovimento da Polícia Civil já para este ano, diante da falta de previsibilidade de novos concursos.

Em nota, o governo afirmou que mantém diálogo permanente com as entidades representativas e reconhece a importância do trabalho desempenhado pelas carreiras policiais. Acrescentou que a valorização dos profissionais da segurança e o fortalecimento das instituições têm sido prioridades da atual gestão, com ações voltadas tanto à recomposição dos efetivos quanto à melhoria das condições de trabalho.

Segundo a gestão Tarcísio, entre 2022 e 2025, os policiais civis e militares acumularam reajuste salarial de 45,2%. Já os policiais penais tiveram aumento acumulado de 54% no mesmo período. Também afirmou que reforçou os quadros e reduziu o déficit do efetivo com a contratação de 15 mil novos policiais, sendo 4 mil vagas para a Polícia Civil, a maior nomeação da história da corporação.

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