
A Polícia Federal deve solicitar um prazo maior ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para concluir o inquérito do caso do Banco Master.
A avaliação da equipe técnica responsável pela perícia dos itens apreendidos, conforme apurou CartaCapital, é que ainda há muito material a ser analisado. Como consequência, a PF acredita que novos investigados devem surgir em próximas operações.
Se o pedido de prorrogação for formalizado, a tendência é que Mendonça o acolha. O ministro aguarda, neste momento, uma nova solicitação da Polícia Federal para autorizar desdobramentos da investigação a partir das informações extraídas dos aparelhos apreendidos na terceira etapa da Operação Compliance Zero.
A PF ainda deve analisar ao menos 7 aparelhos que ainda não passaram por perícia. Na terça-feira 10, o presidente da Corte, Edson Fachin, se reuniu com Mendonça e ofereceu a ele ao menos mais quatro servidores para atuarem no caso.
A possibilidade de novas menções a ministros em futuras etapas da operação já provoca apreensão dentro do Supremo. Integrantes da Corte avaliam que o caso pode abrir um debate interno delicado, diante do caráter inédito das circunstâncias.
