
O governo de Donald Trump orientou os navios comerciais a evitarem a região do Oriente Médio após os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e as represálias de Teerã neste sábado 28.
O estreito de Ormuz, o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o mar Arábico estão sujeitos a “atividade militar significativa” e “se recomenda que os navios se mantenham afastados desta área, se for possível”, afirmou a Administração Marítima do Departamento de Transporte dos Estados Unidos em um comunicado.
Os navios com bandeira dos EUA, de propriedade dos Estados Unidos ou tripulados por cidadãos do país também devem se manter a 30 milhas náuticas de qualquer navio militar de seu país para evitar serem confundidos com uma ameaça, acrescentou.
Mais cedo neste sábado, o diretor de uma das principais associações de armadores do mundo (Bimco) tinha alertado que “os navios com vínculos comerciais com interesses americanos ou israelenses são mais suscetíveis de serem atacados”.
Os barcos que já se encontram na região deveriam buscar refúgio em águas territoriais dos Estados neutros da região, como Emirados Árabes Unidos ou Catar, e alguns também poderiam tentar deixar completamente a região, segundo a mesma fonte.
A região do Golfo Pérsico é um importante ponto de passagem para o tráfego marítimo mundial, em particular para os navios petroleiros.
Cerca de 20% da produção mundial de petróleo transita exclusivamente pelo estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao oceano Índico.
Vários petroleiros pareciam ter voltado atrás ou ter parado na manhã deste sábado, apesar de mostrarem um destino do outro lado do estreito, segundo o site especializado Marine Traffic.
