Trump sobe de 10% para 15% tarifa global sobre importações
Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre sexta-feira e sábado (21). A avaliação é da Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional.
Segundo relatório da entidade, o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. A China aparece em seguida, com recuo de 7,1 pontos, e a Índia, com diminuição de 5,6 pontos.
A informação foi publicada inicialmente pelo jornal britânico Financial Times. O g1 teve acesso à íntegra do documento.
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Menos de 24 horas após anunciar uma tarifa global de 10% — em resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA que cancelou o tarifaço —, o republicano elevou a alíquota para 15% neste sábado.
As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.
🔎 Com a decisão da Suprema Corte que invalidou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para sustentar o tarifaço, Trump passou a recorrer à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para aplicar tarifas de até 15%.
Aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (2,1 pontos.), União Europeia (0,8 ponto) e Japão (0,4 ponto), estão entre os que terão impacto negativo pela nova taxa, indica o relatório da Global Trade Alert.
Governo brasileiro comemora a decisão
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes.
Neste domingo, após Trump anunciar o aumento da taxa global de 10% para 15%, Alckmin afirmou que a mudança não provoca perda de competitividade para as empresas brasileiras. Segundo ele, isso ocorre porque a alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países.
“Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves”, declarou o vice-presidente.
“Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias”, acrescentou.
O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%.
De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), a decisão do tribunal americano de derrubar o tarifaço afeta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao país.
O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026
REUTERS/Jessica Koscielniak

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