O que se sabe sobre o naufrágio de uma lancha no Rio Amazonas que deixou 3 mortos – CartaCapital

Bombeiros militares do Amazonas continuam as buscas por cinco desaparecidos que estavam na lancha Lima de Abreu XV. A embarcação naufragou na sexta-feira 13, no Encontro das Águas, confluência entre os Rios Negro e Solimões. Na manhã desta terça-feira 17, o corpo da terceira vítima do acidente foi sepultado.

Trata-se do cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos. O corpo dele foi localizado na véspera, a três quilômetros do local onde ocorreu o naufrágio, e foi reconhecido por parentes no Instituto Médico Legal de Manaus. As outras vítimas são uma criança de três anos e uma jovem de 22 anos.

O acidente ocorreu quando a lancha rápida saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte (cidade de 28 mil habitantes distante 126 quilômetros da capital amazonense). Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros trabalhava com sete desaparecidos. Após revisão das informações, o número foi atualizado para cinco pessoas ainda não localizadas.

A operação de buscas é considerada complexa por causa das características do Encontro das Águas, onde a diferença de temperatura, densidade e força das correntes entre os Rios Negro e Solimões dificulta o trabalho de mergulho e varredura.

Segundo a corporação, 88 pessoas participam da ação, incluindo 25 mergulhadores, com apoio de 15 embarcações, drones, helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também foram mobilizadas, e as buscas já ultrapassaram 120 quilômetros rio abaixo.

O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gomes, foi detido em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Segundo a Polícia Civil, o homem de 42 anos pagou fiança e foi liberado. A Justiça do Amazonas, porém, decretou a prisão preventiva dele no dia seguinte para “garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal”. Ele ainda não se apresentou à delegacia, sendo considerado foragido.

As investigações do caso são conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.  Além da investigação conduzida pela Justiça, a Marinha abriu um inquérito para apurar quem pode ser responsabilizado pelo acidente. Relatos de sobreviventes indicam que o condutor navegava em alta velocidade, e que os passageiros o teriam alertado sobre o banzeiro, ondas turbulentas comuns na região, pouco antes do naufrágio.

(Com informações da Agência Brasil)

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