
O governo da Rússia confirmou, nesta quinta-feira 12, o bloqueio da operação do aplicativo de mensagens criptografadas WhatsApp devido à “relutância” da plataforma em adequar-se à legislação em vigor no país.
“A decisão foi de fato tomada e implementada”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Ele acrescentou que a decisão foi motivada pela “relutância do WhatsApp em cumprir as normas e a legislação russa”.
O aplicativo pertence, assim como o Facebook e o Instagram, ao grupo americano Meta.
Na quarta-feira, o WhatsApp denunciou na rede social X uma tentativa do governo russo de “bloquear completamente” a plataforma para “empurrar as pessoas para um aplicativo de vigilância que pertence ao Estado”, uma referência ao Max.
“Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários da comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a uma segurança menor para a população da Rússia”, acrescentou a plataforma.
A agência reguladora russa já havia imposto nesta semana restrições ao aplicativo Telegram, acusado de violar a legislação, em um contexto de avanço contra as redes sociais que têm sede no exterior.
O Telegram é um dos serviços de mensagens mais populares na Rússia, ao lado do WhatsApp, cujo funcionamento já estava em grande parte bloqueado no país desde janeiro pelos mesmos motivos.
O Max, lançado pelo gigante russo das redes sociais VK, se apresenta como um superaplicativo que também dá acesso a lojas online.
Mas não oferece criptografia de ponta a ponta nas conversas, como no caso do WhatsApp, e advogados temem que vire uma ferramenta de vigilância.
No verão passado, a Rússia já havia proibido os usuários de realizar ligações no Telegram e no WhatsApp.
