Agreste pernambucano tem Carnaval com folclore e tradição

Os Caiporas de Pesqueira e os Papangus de Bezerro são manifestações regionais criativas e que se diferenciam da tradição urbana do Recife e de Olinda, mas são igualmente vitais para a cultura pernambucana.

Os Caiporas se apresentam com visual irreverente, usam sacos de estopa na cabeça, rostos pintados e roupas sociais como paletó, camisa e gravata. A tradição surgiu a partir de uma brincadeira entre amigos em 1962. O nome remete a Caipora, personagem do folclore brasileiro conhecida como a protetora das matas, mas no Carnaval eles arrastam centenas de foliões pelas ruas da cidade.

O presidente do bloco Aristóteles de Melo detalha a importância de manter a cultura viva para as próximas gerações:

“A responsabilidade é de fazer com que as futuras gerações possam não perder essa magia que é brincar de caipora. Fantasiar-se no seu anonimato aonde as pessoas se transformam”.

Em 2017, os Caiporas foram reconhecidos como patrimônio imaterial do Estado e em 2024 foram eleitos patrimônio vivo de Pernambuco.

Papangus de Bezerros 

Outra manifestação típica da região são os Papangus de Bezerros, tradição centenária que surgiu de outra brincadeira entre amigos. Os mascarados passavam de casa em casa pedindo angu de milho. A produção dessas fantasias também se tornou parte do artesanato local, com oficinas e artistas vinculados à tradição.

O jornalista Isaías Nel fala sobre a tradição nos dias de Carnaval:

“Todo mundo que tá vestido de Papangu concentra-se lá em um dos polos, na Praça São Sebastião e desce o corredor da Folia no domingo, que é o dia dedicado ao Papangu”.

Em 2009, o bloco dos Papangus de Bezerros foi nomeado patrimônio cultural e material de Pernambuco, consolidado como uma das principais atrações do Carnaval pernambucano.

A tradição carnavalesca do agreste mostra a ligação entre o folclore e a identidade do povo pernambucano, fortalecendo a economia local, atraindo visitantes e valorizando artesãos e artistas populares.


SECOM

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