
O empreendedorismo regional segue ampliando participação no ecossistema de inovação do país. Dados do Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025 indicam que 39,8% das startups estão fora do Sudeste, com crescimento mais intenso no Nordeste e no Norte. O levantamento é da Associação Brasileira de Startups.
Ao todo, o estudo analisou 3.650 startups distribuídas em 424 cidades brasileiras. Embora o Sudeste concentre 60,2% das empresas, os dados mostram expansão contínua em outras regiões, apoiada por ecossistemas locais formados por empreendedores, investidores, universidades, hubs de inovação e iniciativas públicas e privadas.
Expansão regional das startups
O mapeamento aponta que o Nordeste já responde por 10,5% das startups mapeadas, enquanto o Norte alcança 5,4%. O movimento reforça a ampliação das fronteiras do empreendedorismo regional e a diversificação geográfica da inovação no país.
Segundo Cláudia Schulz, CEO da ABStartups, o levantamento busca dar visibilidade a um processo em curso. “O empreendedorismo regional sempre integrou o ecossistema brasileiro. Os dados mostram como essas iniciativas vêm ganhando escala, maturidade e conexão entre regiões”, afirma.
Modelos de negócio e estágios
Os dados indicam amadurecimento das operações. Startups que atuam em modelos B2B ou B2B2C somam 82,2% do total, formatos ligados às economias locais e aos setores produtivos regionais.
Além disso, 53,1% das empresas já se encontram em estágio de operação ou tração. O percentual aponta maior estabilidade em comparação com edições anteriores do mapeamento do empreendedorismo regional.
Verticais e modelo predominante
Entre as verticais com maior presença, as edtechs lideram, com 10,1% das startups. Na sequência aparecem healthtechs e life sciences, com 9,4%, superando as fintechs nesta edição.
O modelo SaaS permanece dominante, adotado por 39,2% das startups. O faturamento médio anual informado no levantamento é de R$ 736 mil.
Investimento e redes locais
O acesso ao capital também reflete o fortalecimento regional. Segundo o estudo, 34,8% das startups receberam algum tipo de investimento. Desse total, 68,5% dos aportes vieram de redes locais, da própria cidade ou do estado de origem das empresas.
Investidores-anjo aparecem como principal fonte de recursos, com 36,8%, seguidos por programas de aceleração, responsáveis por 14,1% dos aportes. O dado reforça o papel das estruturas regionais no financiamento do empreendedorismo regional.
Mapeamento
Para a ABStartups, o levantamento funciona como ferramenta de leitura do ecossistema e apoio à formulação de decisões, investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
“O mapeamento permite compreender melhor um movimento que já existe e apoiar a construção de um ecossistema mais equilibrado e diverso”, afirma Cláudia Schulz, ao comentar os resultados do estudo sobre empreendedorismo regional no Brasil.
