
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou nesta quinta-feira 5 a disposição do seu país de dialogar com os Estados Unidos “sem pressões” ou “ingerência”, apesar de Washington afirmar que as conversas já começaram.
“Cuba está disposta a um diálogo com os Estados Unidos, a um diálogo sobre qualquer um dos temas que se queira debater ou dialogar”, mas “sem pressões” nem “ingerência”, disse Díaz-Canel em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão.
Washington respondeu imediatamente: “o governo cubano está nos seus últimos momentos e (…) à beira do colapso”, pelo que “deveriam ser prudentes em suas declarações dirigidas ao presidente dos Estados Unidos”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“O presidente (Donald Trump) sempre está disposto a iniciar conversas diplomáticas e acredito que isso é o que está ocorrendo com o governo cubano”, acrescentou Leavitt em coletiva de imprensa em Washington.
Os Estados Unidos não ocultam que, com suas políticas, buscam uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista (PCC, único) e mergulhada em uma grave crise econômica, com inflação galopante, escassez de combustível, alimentos e medicamentos, e apagões recorrentes.
Trump pediu a Havana para “chegar a um acordo” ou enfrentar as consequências, e insiste desde o mês passado em que já mantém conversas com autoridades cubanas, e que elas culminarão em um acordo.
O governo de Díaz-Canel assegura que “não existe um diálogo” formal entre os dois países, e que mantém com Washington apenas um “intercâmbio de mensagens”.
