
A Câmara Municipal do Recife (PE) rejeitou, nesta terça-feira 3, abrir um processo de impeachment do prefeito João Campos (PSB) por supostos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Houve 25 votos contrários, nove favoráveis e uma abstenção.
O pedido, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), tem como pano de fundo a nomeação de um procurador para vaga destinada a pessoas com deficiência. O questionamento se baseia no fato de que Lucas Vieira Silva havia participado do concurso de 2022 fora da cota PcD. Em 2025, ele apresentou um laudo de transtorno do espectro autista e passou a ocupar a primeira colocação nessa modalidade.
Lucas é filho da procuradora Maria Nilda Silva, do Ministério Público de Contas, e do juiz Rildo Vieira da Silva, titular da Vara de Crimes Contra a Administração Pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Após a repercussão do caso, o prefeito anulou a nomeação e escolheu Marko Venicio dos Santos Batista, aprovado originalmente em primeiro lugar e que havia recorrido à Justiça.
Os vereadores analisaram nesta terça-feira somente a admissibilidade do processo de impeachment. Se o pedido tivesse prosperado, eles se debruçariam sobre o mérito da acusação em uma comissão especial. Como não houve maioria para receber a denúncia, o caso foi arquivado.
Após a votação, Moura afirmou que ingressará com um mandado de segurança no TJ-PE para anular a sessão desta terça devido a supostas irregularidades na condução do processo. Em outra frente, o vereador recolhe assinaturas para abrir uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso.
