Território de Gaza foi completamente devastado pela agressão militar israelense.

Oito países, de maioria muçulmana, emitiram uma carta conjunta na qual “condenam veementemente as repetidas violações do cessar-fogo por parte de Israel em Gaza”, acrescentando que as ações israelenses resultaram na morte e ferimentos de mais de mil palestinos desde a implementação do acordo de paz, em 10 de outubro de 2025.

Divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita neste domingo (1º), a declaração conta com a assinatura também da Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Indonésia, Paquistão, Egito e Turquia.

O documento apontou Israel como responsável por tomar medidas “que arriscam escalar tensões e minar esforços voltados para consolidar a calma e restaurar a estabilidade” antes da implementação da segunda fase do plano de paz para a Faixa de Gaza articulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na nota, as chancelarias apelaram pelo avanço “rumo à recuperação e reconstrução rápidas, bem como a avançar por uma paz justa e duradoura fundamentada no direito palestino à autodeterminação e à condição de Estado, de acordo com o direito internacional e as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e a iniciativa de paz árabe.”

O documento foi publicado um dia depois que o território palestino passou por um dos dias mais violentos desde o início da trégua. No sábado (31), o Ministério da Saúde de Gaza anunciou que pelo menos 31 pessoas foram mortas e outras dezenas ficaram feridas na cidade de Gaza, Khan Younis e Rafah por ataques aéreos israelenses.

De acordo com dados da pasta local, desde outubro de 2025, ao menos 509 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza, entre elas mais da metade crianças e mulheres. Além disso, informa que 1.405 ficaram feridas. Um total de 715 corpos foram recuperados dos escombros desde então.

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