Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba
Claudia Assencio/g1
As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas.
A análise é do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, o campus da USP em Piracicaba (SP).
“A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. […] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada”, explica o Centro de Pesquisas.
Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo.
Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro.
Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês.
O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal.
Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro
Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura.
“O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria”, acrescentou.
Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve
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Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga
O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros).
Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação.
🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo.
O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo.
Pé de laranja com greening
Fundecitrus/Divulgação
O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual.
O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália.
Greening muda mapa da citricultura no país
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Interior de São Paulo
Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024.
A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor.
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Reprodução / Globo Rural
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