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Pelo menos quatro influenciadores receberam, na terça-feira, pedidos de orçamento ou convites para participação em um evento do Banco de Brasília (BRB) em São Paulo, “com a finalidade de falar do caso Master e mostrar a transparência que o BRB quer passar para seus clientes e o mercado”. As solicitações previam duas opções de data: 10 ou 24 de fevereiro.

O evento, organizado pela agência Flap, teria a participação do presidente da estatal, Nelson Antonio de Souza. Os e-mails especificam que o pagamento ocorreria em até 40 dias, mediante emissão de nota fiscal. Em troca, os influenciadores postariam stories e um vídeo com um resumo do evento, além de cederem seu direito de imagem por 30 dias para a divulgação, pelas redes sociais do BRB, da participação. Outras exigências para o caso de contratação seriam que o influenciador seguisse o briefing (resumo) da agência nos conteúdos e que enviasse, após 48 horas, um relatório de métricas (analytics).

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Agência diz que BRB não solicitou ação

A Flap enviou nota ao jornal Estado de São Paulo, alegando que o convite “partiu de uma iniciativa interna de cotação para um evento ainda em fase preliminar de planejamento, sem prévia submissão ou aprovação do Banco BRB”, e que teria como objetivo fazer uma “apresentação institucional pela nova direção do BRB”, bem como “ampliar o acesso à informação, promovendo transparência e permitindo que diferentes públicos tivessem contato com os esclarecimentos prestados pelo banco.”

“Reiteramos que, em hipótese alguma, houve qualquer tentativa de compra de opinião ou interferência editorial. A agência respeita a independência dos profissionais que atuam em redes sociais”, concluiu a nota. A Gazeta do Povo também entrou em contato com o BRB e o espaço segue aberto para manifestação.

O BRB teria, de acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), adquirido carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central do Brasil no dia 18 de novembro de 2025. O valor simulado estaria na casa das dezenas de bilhões de reais. Considerando o também liquidado Will Bank, pertencente ao mesmo grupo, as estimativas chegam a R$ 47 bilhões.



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