
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apresentou nesta quinta-feira 15 um projeto para reformar a Lei de Hidrocarbonetos, enquanto ajusta sua relação com os Estados Unidos após o bombardeio que levou à queda de Nicolás Maduro.
Rodríguez levou ao parlamento a mensagem anual de Maduro. Ela era sua vice-presidenta e assumiu o poder após a incursão americana de 3 de janeiro.
Sua gestão avança sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou estar à frente do país e que controlará as vendas de petróleo bruto.
Petroleiras americanas foram convidadas a operar na Venezuela e a investir bilhões de dólares para recuperar a indústria petrolífera, negligenciada durante décadas.
“Trouxemos o projeto de lei de reforma parcial da lei orgânica de Hidrocarbonetos para incorporar os modelos produtivos que estão na lei antibloqueio”, explicou Rodríguez.
A chamada lei antibloqueio é um instrumento legal de 2020 que permitiu investimentos sob um véu de hermetismo para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos desde 2019.
A norma obriga as empresas estrangeiras a se associarem à estatal Petróleos da Venezuela como acionistas minoritárias.
Rodríguez afirma que, com essa reforma, os fluxos de investimento poderão ser incorporados a “novos campos, a campos onde nunca houve investimento e a campos onde não há infraestrutura”.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos publicou um plano para desenvolver a indústria petrolífera venezuelana que prevê investimentos em sua rede elétrica e a recuperação de infraestruturas.
A Venezuela alcançou neste ano uma cota de produção de 1,2 milhão de barris de petróleo, um marco após atingir mínimos históricos em torno de 360 mil barris em 2020, mas ainda longe dos 3 milhões que extraía no início do século.
O petróleo é a principal fonte de receitas da Venezuela, que tem sido afetada pelo embargo americano desde 2019.
