Imagem extraída de vídeo divulgado pela Iran Press, em 9 de janeiro de 2026, mostra manifestantes pró-governo

As forças de segurança iranianas detiveram pelo menos 200 pessoas, apontadas como líderes de grupos armados envolvidos com a organização de distúrbios em massa, durante os protestos que ocorrem em várias cidades do país, informou a agência de notícias Tasnim.

A partir de diversos relatos das forças de segurança, o veículo iraniano afirma que cerca de “200 líderes e chefes operacionais de grupos terroristas foram presos no país até o momento”. Os policiais disseram ter encontrado uma quantidade considerável de munição, armas, granadas e coquetéis Molotov em esconderijos desses grupos.

À agência, Qodratollah Mohammadi, o chefe do Corpo de Bombeiros de Teerã, relatou que foram incendiados 26 residências, 34 mesquitas, 40 bancos, 15 centros comerciais, 13 prédios governamentais e 50 veículos, incluindo ônibus de transporte público.

Na noite da última quinta-feira (8), auge dos distúrbios, pelo menos 11 civis, incluindo uma criança, e vários agentes da lei, entre eles o promotor da cidade de Esfarayen, foram mortos em decorrência das ações dos manifestantes.

Naquele dia, o prefeito de Teerã, Alireza Zakani, informou incêndio sem 25 mesquitas, 26 bancos, três centros médicos, 10 prédios governamentais, 48 ​​caminhões de bombeiros, 42 ônibus e ambulâncias e 24 apartamentos.

O comandante das Unidades Especiais Faraja, general Masoud Mosaddeq, relatou a morte de oito membros das forças de segurança em combate, entre 8 e 9 de janeiro.

Protestos e tumultos

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e altas autoridades do governo acusam os Estados Unidos e Israel de provocarem os tumultos interno, e promover uma campanha de desestabilização durante as manifestações.

Iniciadas em 29 de dezembro de 2025, com protestos pacíficos contra o atual governo e crise econômica, intensificada pela forte desvalorização do rial iraniano, as manifestações tornaram-se violentas a partir de 2 de janeiro, quando começaram os confrontos armados.

Em comunicado, os militares acusaram Israel e “grupos terroristas hostis” de tentarem “minar a segurança pública do país”. “O Exército, sob o comando do Comandante Supremo em Chefe, juntamente com as demais forças armadas, além de monitorar os movimentos inimigos na região, protegerá e salvaguardará resolutamente os interesses nacionais, a infraestrutura estratégica do país e o patrimônio público”, diz o texto.

“É necessário fazer uma distinção entre protestos e tumultos”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, em entrevista à IRIB. Ele acrescentou que embora um grupo de pessoas tenha realizado protestos legítimos contra as dificuldades econômicas, uma corrente destrutiva e organizada surgiu para desviar as reivindicações econômicas e incitar a violência.

ONGs

Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, menos 51 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança iranianas e centenas ficaram feridos, destaca a Al Jazeera.

A Anistia Internacional também se manifestou, criticando duramente o “bloqueio total da internet” imposto pelas autoridades iranianas e afirmando que a medida visa “ocultar a verdadeira extensão das graves violações dos direitos humanos e crimes de direito internacional que estão sendo cometidos para reprimir” os protestos.

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