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A arte cinética é uma forma de expressão em que o movimento deixa de ser apenas tema e passa a ser o próprio material da obra. Em vez de quadros estáticos ou esculturas imóveis, o foco está em peças que se transformam continuamente no tempo, criando padrões, ritmos e experiências visuais que nunca são exatamente iguais. Essa lógica dialoga muito bem com rotinas de contemplação e relaxamento, pois convida o observador a acompanhar um processo, não apenas um resultado. 

Nos jardins de areia japoneses (karesansui), comuns em templos zen ou mesmo em casas em pequenas versões, o desenho não é feito para “durar”, mas para ser refeito. Linhas, círculos e curvas são traçados cuidadosamente na areia com o ancinho, sugerindo ondas, pedras e montanhas em miniatura, num exercício de foco e presença. O ato de desenhar e redesenhar, apagando o padrão anterior para criar outro, funciona como prática de meditação: a beleza está tanto no gesto quanto no traço, e na consciência de que tudo é impermanente. 

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A Sisyphus Industries nasce justamente da interseção entre arte cinética e essa ideia de jardim de areia meditativo. Em 2016, o projeto “Sisyphus — The Kinetic Art Table” foi lançado no Kickstarter e se tornou o projeto de arte mais financiado da história da plataforma em 10 anos, permitindo a criação formal da empresa e a entrega de mais de 1.500 mesas de arte cinética únicas. A companhia está sediada em Minneapolis, Minnesota (EUA), onde concentra produção, P&D, operações e uma galeria que exibe diferentes modelos e customizações. 

Por trás dos produtos está o artista Bruce Shapiro, que há cerca de 30 anos explora sistemas de controle de movimento como meio artístico. Suas obras cinéticas computadorizadas integram instalações permanentes em museus na Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Polônia e Austrália, e a linha Sisyphus é a tradução dessa pesquisa para o espaço doméstico e corporativo, na forma de “art furniture”. 

A linha de produtos da Sisyphus é composta por mesas e esculturas de arte cinética que funcionam como móveis e, ao mesmo tempo, como jardins de areia automatizados. Em essência, cada peça é uma mesa (de centro, lateral ou de maior porte) com tampo de vidro temperado e um campo de areia logo abaixo, no qual uma pequena esfera de aço desenha padrões contínuos. A empresa oferece diferentes tamanhos, acabamentos e modelos, mas todos seguem o mesmo princípio: transformar um móvel em um objeto de contemplação e relaxamento. 

Divulgação

Uma das mesas com arte cinética da Sisyphus Industries

O funcionamento é o que torna essa linha realmente cinética: sob a superfície de areia existe um robô — o “Sisbot” — que movimenta um imã programado. Esse imã, ao se deslocar em trajetórias calculadas, puxa a esfera de aço na superfície, que “caminha” pela areia deixando rastros finos e precisos. O resultado é um fluxo interminável de desenhos geométricos e orgânicos, que se sobrepõem, se apagam e se renovam, como um jardim japonês sendo refeito o tempo todo, só que de forma silenciosa e hipnótica. 

Os padrões são controlados digitalmente: o Sisbot segue trilhas baseadas em arquivos de desenho, que podem ser pré-carregados ou atualizados, criando uma biblioteca de “coreografias” na areia. O movimento pode ser lento e quase imperceptível, reforçando o caráter meditativo, ou mais marcado, evidenciando o desenho em tempo real, dependendo das preferências do usuário. Assim, as mesas Sisyphus operam ao mesmo tempo como escultura, luminária ambiente (quando iluminadas) e objeto de foco, ajudando a criar ambientes mais tranquilos em casas, escritórios, hotéis e espaços de recepção. 

Ao resgatar o espírito dos jardins de areia japoneses e traduzi-lo em arte cinética automatizada, a Sisyphus Industries oferece uma linha de produtos que transforma o espaço urbano interior — salas, lobbies, lounges — em lugares mais propícios à contemplação. Cada mesa funciona como um lembrete visual de movimento contínuo e renovação: um “quadro” que nunca termina de ser desenhado.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

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