Segundo a publicação, essas decisões assumem particular importância geopolítica, uma vez que os minérios considerados críticos para a transição energética, para a indústria de defesa e para cadeias tecnológicas avançadas passaram a ser tratados como ativos estratégicos em meio às tensões internacionais na região.

“Decisão do governo autoriza avanços regulatórios para pesquisa de minérios em áreas de fronteira, envolve órgãos de segurança, amplia debate sobre soberania, recursos estratégicos e transição energética, e ocorre em um momento de crescente disputa internacional por riquezas minerais globais”, destaca o texto.

As medidas visam expandir a extração de minerais raros usados em setores estratégicos, como construção civil, produção de fertilizantes, indústria de alta tecnologia e geração de energia.

“Elementos como titânio, zircônio e fosfato são considerados relevantes em discussões sobre autonomia industrial e segurança econômica”, afirma a revista.

É nesse contexto que o Brasil passou a autorizar pesquisas minerais em áreas sensíveis do território nacional, especialmente regiões de fronteira, visando mapear e organizar sua própria produção mineral, explicam os autores da matéria.

Na segunda-feira (5), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) aprovou 30 autorizações preliminares para exploração de jazidas em regiões fronteiriças. Esses documentos permitem a execução de procedimentos regulatórios, mas não autorizam a exploração imediata dos recursos.



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