As Forças Armadas da Venezuela fizeram um pronunciamento oficial no começo da tarde deste domingo (4) com transmissão pela Telesur, agência multiestatal com sede em Caracas. Nele, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, condenou os ataques realizados ao país e classificou como “brutal agressão militar contra a nossa soberania“.
As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) exigem a rápida libertação do presidente Nicolás Maduro – sequestrado pelos Estados Unidos neste sábado (3) junto a sua esposa Cilia Flores – e declarou apoio à nomeação da presidente interina Delcy Rodriguez. “Nesse mesmo sentido, o governo bolivariano garantirá a governabilidade do país e nossa instituição continuará empregando todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz”, disse.
O ministro pediu ainda atenção ao que ocorre na Venezuela por parte dos demais países por entender que não é um ataque isolado. Ele destacou algumas das inúmeras manifestações que ocorreram pelo mundo em favor da Venezuela. “Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país. E essa pretensão colonialista que se quer implementar sob o espírito da Doutrina Monroe sobre a América Latina e o Caribe, nós a rejeitamos desde já.”
Entenda
O ataque realizado na madrugada de sábado (3) em Caracas, capital da Venezuela, ocorreu após uma série de bombardeios a barcos próximos à costa da Venezuela que deixou 115 mortos. Após bombardear a capital, as forças militares dos Estados Unidos sequestraram Nicolás Maduro e Cilia Flores.
Em pronunciamento, Donald Trump disse que será responsável por uma transição de governo no país e administrará suas reservas de petróleo, as maiores do mundo. Diante da gravidade dos acontecimentos, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu marcar uma reunião de emergência para esta segunda. Na tarde deste domingo (4), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) faz uma reunião preparatória.
