O histórico do STM na cassação de patentes, à espera do caso de Bolsonaro – CartaCapital

Pouco mais da metade dos brasileiros (52%) dizem acreditar que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela trama golpista de 2022, seria apenas a consequência de atos praticados por ele próprio ou seus familiares. É o que registra um levantamento produzido pela Genial/Quaest no mês de dezembro com 2.004 pessoas.

Somente 21% dos entrevistados endossam a tese de uma suposta “perseguição política” liderada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-capitão por cinco crimes, entre os quais estão tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos de prisão – pena que hoje cumpre na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A sondagem da Quaest apontam que entre os que consideram Bolsonaro e família como responsáveis pelo próprio infortúnio, 32% dizem que o ex-presidente foi preso porque “danificou a tornozeleira eletrônica” que usava quando estava em prisão domiciliar. Outros 16% apontam “risco de fuga para o exterior” e 4% acreditam que ele foi encarcerado porque o filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) organizava uma vigília perto do condomínio em que o pai morava. Veja:

A percepção de perseguição política é majoritária apenas entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, já que 52% desse grupo compartilham dessa tese. Ainda assim, há divergências internas: 18% dos apoiadores afirmam que Bolsonaro foi preso por violar a tornozeleira eletrônica.

Os bolsonaristas também são os que menos acreditam na hipótese de tentativa de fuga para o exterior: apenas 2%. Do total de entrevistados, 51% dizem acreditar que o ex-capitão “merece estar preso”. Entre os petistas, o percentual sobe para 91%, ante 4% entre os bolsonaristas. Além disso, 56% consideram que Bolsonaro ficou “mais fraco” depois da prisão.

A sondagem foi realizada pela Genial/Quaest entre os dias 10 e 14 de dezembro, com 2.004 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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