
A relação entre marcas e a geração Z vem redesenhando a lógica da Creator Economy. Jovens dominam as redes sociais com linguagem própria, padrões de interação distintos e maior atenção à coerência entre discurso e prática. Esse contexto exige das marcas estratégia, leitura cultural e capacidade de escuta contínua.
Eventos do setor ajudam a mapear essas mudanças. O Creator Economy Experience (CEEX) reúne criadores, marcas e especialistas para discutir tendências, formatos e modelos de relacionamento. A partir dessas trocas, surgem direções claras sobre como marcas podem se manter relevantes junto ao público jovem ao longo de 2026.
Segundo Victor Cabral, fundador e CEO do CEEX, a Creator Economy passa por um ajuste de rota. A comunicação deixa de ser unilateral e passa a funcionar como troca. Com base nessa leitura, ele elenca cinco lições para marcas que buscam conexão consistente com a geração Z.
Autenticidade desde o ponto de partida
A geração Z identifica rapidamente quando marcas reproduzem discursos alheios ou assumem personagens que não sustentam. A produção de conteúdo precisa refletir identidade própria e coerência com a atuação da empresa. Voz clara e posicionamento definido ajudam a construir reconhecimento ao longo do tempo.
Comunidade acima de alcance
Indicadores de audiência perdem relevância quando não há vínculo. Construir comunidade implica entender o público, acompanhar conversas e manter relações contínuas. Esse processo permite transformar interações em campanhas com maior aderência e sentido para quem acompanha a marca.
Para Victor Cabral, marcas que escutam e dialogam com seus públicos criam ambientes de pertencimento, o que amplia a consistência da presença digital.
Diálogo no lugar de propaganda
A forma de conversar mudou. A geração Z reage melhor a interações que priorizam troca e contexto, em vez de mensagens fechadas. Marcas precisam observar o que o público discute, como se expressa e quais temas mobilizam engajamento, adaptando narrativas a esse repertório.
Propósito fora das redes
Publicações pontuais sobre causas já não sustentam reputação. Jovens valorizam marcas que demonstram compromisso fora do ambiente digital, com ações concretas alinhadas ao discurso. A prática cotidiana passa a ser parte central da comunicação.
Testar formatos e aprender rápido
O ambiente digital exige experimentação constante. Testar novos formatos, analisar respostas e ajustar rotas faz parte da dinâmica da Creator Economy. Aprender com erros e acertos permite acompanhar mudanças de comportamento e evitar distanciamento do público.
Na avaliação do CEEX, marcas que adotam essas práticas ampliam sua capacidade de diálogo com a geração Z e se posicionam de forma mais consistente em um mercado marcado por mudanças rápidas e maior exigência por coerência.
