
O mercado de franquias superou R$ 287 bilhões em faturamento em 2025, com alta de 14%, segundo a Associação Brasileira de Franchising. Com cerca de 200 mil operações ativas, a franquia em 2026 segue como porta de entrada ao empreendedorismo. Ainda assim, dificuldades financeiras surgem antes da abertura das lojas, sobretudo na implantação e na gestão da obra.
Segundo Iuri Lenzi, CEO da Zinz, muitos iniciantes subestimam o período pré-inauguração, que envolve construção ou reforma. A condução dessa etapa afeta capital de giro, prazo de abertura e retorno do investimento.
“Escolher a marca é o início. A rentabilidade começa a ser definida no planejamento, na contratação e na execução da obra”, afirma Lenzi. Atrasos e estouros de orçamento, segundo ele, reduzem fôlego financeiro antes da primeira venda.
Plano de implantação
Antes de assinar contratos, avalie custos totais da obra, cronograma, exigências arquitetônicas e fornecedores homologados. Além disso, reserve margem para imprevistos. Diferenças de semanas na entrega pressionam o caixa e adiam a inauguração.
Preço não é tudo
Evite escolher prestadores apenas pelo menor valor. Obras comerciais exigem domínio de padrão de marca, normas técnicas e prazos rígidos. Retrabalho e atrasos elevam custos e comprometem a operação desde o início.
Contratos detalhados
Formalize escopo, materiais, etapas e prazos. Inclua critérios de medição e penalidades por atraso. Com escopo definido, o franqueado preserva controle e poder de negociação ao longo da execução.
Gestão da obra na franquia em 2026
Centralize contratos e pagamentos para reduzir conflitos. Ferramentas digitais organizam documentos, registros e desembolsos, trazendo previsibilidade para franqueados e trabalhadores envolvidos.
Indicadores e acompanhamento
Monitore a obra com relatórios de avanço, fotos por etapa e medições periódicas. Indicadores reduzem dependência de promessas e ajudam a antecipar desvios de prazo e custo na franquia em 2026.
